Te encontro e vejo as minhas armas caindo ao chão, e a calmaria arrastada se dissolve em desvaneios em minhas mãos, pois é, eu queria te roubar por um momento, jogar as minhas meias verdades no teu colo e me somar a você.
Até quem me vê olhando o nada sabe que estou vagando por um pedaço de lembrança retalhada, mas isso só eu sei, a lembrança que me vem é o teu sorriso, aquele mesmo falso, de quem sempre sabe o que dizer, e minha resposta é involuntária, me alegro, assim, só por alegrar, sem me importar se alguém vê ou desconfia.
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
As imagens se deformam, as cores se dissolvem, os sons ficam graves, e aí eu vejo; é a sua voz sussurando fatos de outrora, procurando uma perpétua atenção que frequentemente pertence aos seus silenciosos olhos castanhos.
As formas em seus lábios por vezes dançam em sua face, revelando algum fragmento, e fica assim, essa pequena fagulha momentânea é só sua, somente, eu sei; ainda tento surrupiar a sua essência, por que os lábios e seus contornos eu tenho guardados, quase uma imagem furtada e reproduzida em minha pele.
As formas em seus lábios por vezes dançam em sua face, revelando algum fragmento, e fica assim, essa pequena fagulha momentânea é só sua, somente, eu sei; ainda tento surrupiar a sua essência, por que os lábios e seus contornos eu tenho guardados, quase uma imagem furtada e reproduzida em minha pele.
Rascunho, só.
Vamos, aceite de braços estendidos outras e rejeite as minhas dores, fuja como quem o cinza fere os olhos, enxote as feridas mentais tingidas de cores tristes e embaladas por timbres deprimentes. Vê? Eu ainda tentei fugir de todos os espinhos que me cegaram.
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