sábado, 30 de outubro de 2010
meu bem, por favor, coloque teus ouvidos próximos ao movimento de minha respiração, se apoie em mim e ouça o não bater de meu coração enferrujado, então coloque o dedo nessa cratera em meu peito- onde um dia houve algo a nomear, e eu até tentei ousar, mesmo conhecendo o final inevitável- conssegue sentir o vazio? Pois bem, acaricie meus cabelos, que entrelaçados em seus dedos tentam formar nós, em vão. Tente me abraçar e somente escute; não há mais nada. Minhas própias mãos não possuem forças para te segurar, meus própios pés não me obedecem, penso que ficarei por aqui, o contrário é muito trabalhoso, não tenho interesse.
terça-feira, 19 de outubro de 2010
A culpa não é sua, nem mesmo minha, foi apenas a roda gigante que deu algumas voltas e nós ficamos estagnados. Alguns chamam de tempo, e eu já ouvi falar, mas o que é isso?
Meus olhos transbordam lágrimas de poeira e esse ambiente saturado de insensatez continua a deteriorar minhas delicadas molduras e desfazer os meus "fortes" castelos de areia, enquanto me é roubado o pouco ar que resta em meus pulmões já cansados e fracos, assim como os meus pés que nem me sustentam mais. Só estou mais próxima de desabar.
Meus olhos transbordam lágrimas de poeira e esse ambiente saturado de insensatez continua a deteriorar minhas delicadas molduras e desfazer os meus "fortes" castelos de areia, enquanto me é roubado o pouco ar que resta em meus pulmões já cansados e fracos, assim como os meus pés que nem me sustentam mais. Só estou mais próxima de desabar.
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Agora só enxergo o cinza escuro que polui minha visão me privando de qualquer estilhaço de luz. Grades frias seguram os últimos resquícios de altruísmo, mesmo que ainda estejam aqui, não os encontro e nem quero os libertar. Por que esses vermes não podem simplismente acabar com todo esse atraso decadente, toda essa ignorância idolatrada? Ainda falo de minha existência, que era somente uma vivência simples, uma passagem...Não sei, eu nunca sei, só caio nas estradas (quase)sempre erradas.- Quem determina isso? Dane-se, não entendo, nunca.
quero mais um trago, mesmo que seja caro - eu sei já estou viciado - mesmo assim quero mais um vez ser o bêbado vagabundo e sem sentido, jogado a sorte, vivendo sem nenhum trocado, nenhum puto para outra dose reforçada de solidão. Naturalmente, o ácool que te afoga no esquecimento preenche os teus poros de um estranho entorpecente, disfarça as tuas mágoas manchando tuas águas, para logo depois te acertar um soco na cara te fazendo lembrar com mais pesar da realidade que julgavas ingrata.
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