domingo, 26 de setembro de 2010
E aí você chegou arrancando-me de um mundo inerte e a atirando-me no claro, onde só vejo fatos "errados" e certezas alteradas, me deixando instável, uma assassina para minhas próprias convicções, um ser egoísta desejando as tuas frases feitas, e mais ainda, depressiva por não ter espaço suficiente em meus pequenos braços para te ninar e te fazer esquecer desse mundo frio no qual estou fadada a vagar sempre, sem emoção, sem praticamente nada, nem um puto para outra garrafa de solidão, somente com a vaga lembrança das tuas feições estampadas no brilho do último copo pela metade; as coisas são assim afinal, nuas, cruéis e despidas de qualquer piedade.
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Como fui vaidosa em acreditar que eu conhecia as tuas pétalas macias que estavam tão bem escondidas. Assim como a inspiração, a algum tempo você não me visita, nem a lembrança- que em mim era quase tão viva e quente quanto a tua presença fria- permanece aqui. Fui obrigada a aprender a conviver com uma dor dilacerante, e a tua indiferença me deixou marcas.
Hoje após tanto tempo não me lembro sequer das sombras sussurantes, que em tantas ocasiões me trouxeram dores ácidas e lembranças amargas, não quero mais ver e temer teus profundos olhos escuros, e nem alimentar qualquer resquício de todo aquele desgosto que corroía pelas bordas o que um dia já foi uma grande ferida.
Hoje após tanto tempo não me lembro sequer das sombras sussurantes, que em tantas ocasiões me trouxeram dores ácidas e lembranças amargas, não quero mais ver e temer teus profundos olhos escuros, e nem alimentar qualquer resquício de todo aquele desgosto que corroía pelas bordas o que um dia já foi uma grande ferida.
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Não olharei o astro rei como antes, não verei mais teus fios bordarem em dourado a imensidão azul, e esse fato não está ligado a nenhuma ferida ou apreço, e sim ao descaso de tantos filhos e filhas que hoje te fazem derramar lágrimas escarlates, manchando de aparente beleza as tuas lentes da indiferença.
Como de costume, deixamos nossas marcas por onde passamos, e só enxergamos quando já estamos túrgidos de águas imundas. Só nos resta escolher, é nadar ou se afogar.
Como de costume, deixamos nossas marcas por onde passamos, e só enxergamos quando já estamos túrgidos de águas imundas. Só nos resta escolher, é nadar ou se afogar.
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