como é amargo o peso das palavras ditas de longe, quando penso que distante você me dá a mão esquerda e me acaricia sem motivo, a água dos meus olhos cessa e eu atiro no ralo o orgulho cativado de outrora, quando te fazias presente apenas dentro de mim, em minh'alma as músicas silênciosas, os toques não dados e as palavras tão ferozmente brandas transformadas em meias-verdades que são em mim quando deixo toda a nossa intimidade pra depois. Você, meu querido, me vira as costas na rua repleta de olhares e aí eu entendo como fico sozinha quando assim tudo se faz, fico querendo apenas os teus dedos nos meus cabelos, me dizendo; "que nada boba, deixe essa solidão pra trás, que agora como hei de partir...". Eu me sento na calçada e sangro com as paredes caladas, frias, anceando novamente a tal intimidade das seis horas. Idealizo você sussurando em minhas idéias mais profundas "que nada menina, deixe a tristeza pra trás que a fé vem pra nós dois, e aí amém", sai andando sem olhar, e eu aperto os nós dos dedos da mão querendo-te novamente, ficando livre da tal perfeição que tanto poderia magoar.
"Se você se sentir sozinha ouça esta canção novamente, feche seus olhos, escute minha voz ela é o meu disfarce. Eu estou ao seu lado, oh é o que você faz comigo" (Hey there Delilah- Plain white t's)
Haja hoje para tanto ontem
falta tanto espaço dentro do abraço, falta tanta coisa pra dizer.
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
quinta-feira, 3 de março de 2011
Cena I, único ato.
A porta se abre, e sob passos curtos e rápidos ela procura um lugar afastado e silencioso, é apenas a tendência a procurar distância e viciar em solidão...
"Entre um copo e outro de desolação apenas observo, hoje é quinta feira, terceiro dia chuvoso da semana, agora são 9:00 horas da manhã e eu estou sentada nessa lanchonete, sozinha.
O dia começou tão pesado, que até o azul se extinguiu dando lugar a esse clima acinzentado, é o que ando vendo nos últimos tempos.
As dúvidas giram entre os momentos de maior sanidade, e até o cigarro ficou desinteresante, eu o toco com os dedos, mas os lábios o renegam, eu só consigo pensar no fato de que por muitas vezes nada nunca me preenchia, e que, pela primeira vez em tempos, eu sinto o medo de perder, esse receio das coisas, e eu não quero mais ficar assim, incompleta, então eu me recordo daqueles pedaços que deixei cair por aí para que você encontrace...
Você, meu querido, me canta tristes canções com impressões de um talvez, e eu não sei como fugir, não posso continuar assim, ou eu fico aqui desfragmentada, ou parto por completo... é rapaz, não estamos mais nos tempos do "se", esse buraco no meu peito não pode ser preenchido por um meio-isso ou outro meio-aquilo, ou eu lhe tenho com os meus desejos vicerais e tempestades de alma, ou você, por favor, me esclareça se quer que eu ainda caia tão solta como essa fria chuva em Maio. Eu preciso saber se esse teu talvez-sentimento chega a mim ou se arrebenta nas beiradas, eu só quero entender se, afinal, queres o meu amargo gosto de café forte com pó mal diluído ou se preferes voltar aos teus antigos açucares, tão doces quanto as cores alegres que eu não possuo...
Enquanto sonho e desespero com as tuas mudanças eu percebo que uma angústia, antes desconhecida, está se alojando do lado de dentro dos meus muros e se comprimindo contra minha pele, como se essa fosse apenas uma fina camada de proteção, prestes a se romper, me arrastando de volta para onde eu havia tentado fugir, me deixando assim, desprotegida em meio as minhas incertezas"
....
Após alguns instantes, larga o cigarro apagado, e, sozinha, se levanta e parte, procurando no sopro dos ventos quem não quis deixar para trás.
A porta se abre, e sob passos curtos e rápidos ela procura um lugar afastado e silencioso, é apenas a tendência a procurar distância e viciar em solidão...
"Entre um copo e outro de desolação apenas observo, hoje é quinta feira, terceiro dia chuvoso da semana, agora são 9:00 horas da manhã e eu estou sentada nessa lanchonete, sozinha.
O dia começou tão pesado, que até o azul se extinguiu dando lugar a esse clima acinzentado, é o que ando vendo nos últimos tempos.
As dúvidas giram entre os momentos de maior sanidade, e até o cigarro ficou desinteresante, eu o toco com os dedos, mas os lábios o renegam, eu só consigo pensar no fato de que por muitas vezes nada nunca me preenchia, e que, pela primeira vez em tempos, eu sinto o medo de perder, esse receio das coisas, e eu não quero mais ficar assim, incompleta, então eu me recordo daqueles pedaços que deixei cair por aí para que você encontrace...
Você, meu querido, me canta tristes canções com impressões de um talvez, e eu não sei como fugir, não posso continuar assim, ou eu fico aqui desfragmentada, ou parto por completo... é rapaz, não estamos mais nos tempos do "se", esse buraco no meu peito não pode ser preenchido por um meio-isso ou outro meio-aquilo, ou eu lhe tenho com os meus desejos vicerais e tempestades de alma, ou você, por favor, me esclareça se quer que eu ainda caia tão solta como essa fria chuva em Maio. Eu preciso saber se esse teu talvez-sentimento chega a mim ou se arrebenta nas beiradas, eu só quero entender se, afinal, queres o meu amargo gosto de café forte com pó mal diluído ou se preferes voltar aos teus antigos açucares, tão doces quanto as cores alegres que eu não possuo...
Enquanto sonho e desespero com as tuas mudanças eu percebo que uma angústia, antes desconhecida, está se alojando do lado de dentro dos meus muros e se comprimindo contra minha pele, como se essa fosse apenas uma fina camada de proteção, prestes a se romper, me arrastando de volta para onde eu havia tentado fugir, me deixando assim, desprotegida em meio as minhas incertezas"
....
Após alguns instantes, larga o cigarro apagado, e, sozinha, se levanta e parte, procurando no sopro dos ventos quem não quis deixar para trás.
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Eu canso de sentir essa necessidade incessante de querer te ver, e te ter, assim, pra sentar no chão da sala e atirar os nossos desapontamentos na parede, só pra ter certeza que você ainda compartilha algo comigo, sabe, já virou rotina, eu fujo e retorno a cada dia, pelo mesmo caminho, esbarrando sempre em você, e aí eu me afogo em lembranças, como quando você me emprestava a sua velha camisa listrada e eu transbordava algo desconhecido em meio as cores e odores, quase embreagada nas senssações amargas que os teus lábios me causavam, não como algo banal, nem desfragmentado, mas, de algum modo, o que meus braços procuravam, algo meio-completo, o que eu realmente precisava...
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
ah se eu soubece que esse teu açúcar me traria um amargo gosto de saudade... Ainda sim eu continuaria desenhando com as pontas dos dedos as linhas dos teus olhos, pra me perder na escuridão infinita desse abismo que é o meu sentir, e dessa vez é real, eu quase vejo a dor, posso saboreá-la toda vez que toco com a língua as lágrimas de sangue que teimam em percorrer as curvas do meu rosto, manchando também as minhas mãos com o desespero de querer fazer mais nós, que é pra não soltar, não mais.
domingo, 9 de janeiro de 2011
nos últimos tempos eu tenho desejado roubar esses teus fragmentos tortos para manchar de vermelho as minhas brancas e brandas palavras, essas que nunca se fizeram suficientes em meio aos sussuros doentis e desejos vicerais de tomar como meu o teu querer. Você fala comigo, sacana, e me engana, diz o que diz, quando quer dizer, e logo depois desmancha, você fica com seus valores vulgares e contraditórios como alguém que se agarra a uma corda fina, e fica assim, entre firmar os pés na fumaça ou se jogar por vontade própia de um precipício, só pra se ver cair, e sentir o quase tocar do vento durante o trajeto.
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o pensar em cair,
o sentir algo a mais que o nada,
e finalmente, queda, que parentemente, pra você, compensou pelo impacto.
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o pensar em cair,
o sentir algo a mais que o nada,
e finalmente, queda, que parentemente, pra você, compensou pelo impacto.
e nós sempre fazíamos isso de fugir subitamente, sem olhar para os lados, e assim, partindo em completo... Andando de rua em rua, chutando os montes de areia, trocando passos na companhia amarga da solidão, e pergunte se queríamos mais do que isso...? Só o silêncio vazio e sem respostas bastava, até o fatídico momento em que isso não mais se sustentou, e eu, apenas, me agarrava a um fio e me perguntava; "deus, como hei de me levantar?", agora tudo parece tão pesado, tão dependente, e eu continuo um inconsequente, na loucura desmedida de encontrar algo além de mim, mas acho que de qualquer maneira acabei mesmo é na loucura, na febre de passar logo os meus dias, os quais eu não encontrei nenhum sentido meramente vago.
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