como é amargo o peso das palavras ditas de longe, quando penso que distante você me dá a mão esquerda e me acaricia sem motivo, a água dos meus olhos cessa e eu atiro no ralo o orgulho cativado de outrora, quando te fazias presente apenas dentro de mim, em minh'alma as músicas silênciosas, os toques não dados e as palavras tão ferozmente brandas transformadas em meias-verdades que são em mim quando deixo toda a nossa intimidade pra depois. Você, meu querido, me vira as costas na rua repleta de olhares e aí eu entendo como fico sozinha quando assim tudo se faz, fico querendo apenas os teus dedos nos meus cabelos, me dizendo; "que nada boba, deixe essa solidão pra trás, que agora como hei de partir...". Eu me sento na calçada e sangro com as paredes caladas, frias, anceando novamente a tal intimidade das seis horas. Idealizo você sussurando em minhas idéias mais profundas "que nada menina, deixe a tristeza pra trás que a fé vem pra nós dois, e aí amém", sai andando sem olhar, e eu aperto os nós dos dedos da mão querendo-te novamente, ficando livre da tal perfeição que tanto poderia magoar.
"Se você se sentir sozinha ouça esta canção novamente, feche seus olhos, escute minha voz ela é o meu disfarce. Eu estou ao seu lado, oh é o que você faz comigo" (Hey there Delilah- Plain white t's)