terça-feira, 31 de agosto de 2010

Eu já estive completa, acho. A contemporaneidade me fez um reflexo e já não me pareço como antes, mas isso é melhor nem lembrar, já me acostumei com esse abraço triste, que aparentemente não vai me libertar. 
Nas poucas vezes que algo mais alegre do que posso suportar tenta ultrapassar os meus muros do espaço vazio e me trazer fragmentos de outrora, insisto em me manter firme, em ser resistente, então os afasto imediatamente, e assim prossigo nesse círculo neutro...
O que permanece, mesmo que eu tenha me empenhado em evitar, são alguns poucos pedaços de um  estado estilhaçado, mas disso eu não quero me lembrar, apenas tenho a leve impressão de que um dia já fui, só não sei quando, mas ainda sim sei que estive lá.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Teu silêncio me revela cores que por muitas vezes teus olhos traiçoeiros me encondem, as vezes até o teu não dizer demonstra coisas sem nexo, me deixando desarmada de toda aquela calmaria em que teus abraços momentaneamente me envolvem. O meu aconchego é afirmar e tentar mais do que qualquer um acreditar que eu não preciso de uma real proteção, quente, palpável, envolvente, mas eu me traio, pois nescesito disso tanto quanto quero os teus suspiros doentis aos meus ouvidos, me dizendo coisas simplismente por falar, mas já querendo dizer algo.

domingo, 22 de agosto de 2010

Elas sempre estão lá, lembranças e fatos isolados que são guardados e trancados a chave em meu mundo particular, e quando em tristeza profunda eu sangro e fico fraca, elas insistem em retornar a superfície e me assombrar, e é aí que me acabo, fico embriagada na nostalgia que preenche todos os meus poros. Isto já é um vício, minhas forças estão esgotadas e a tendência é declinar, me afogar em todo esse álcool puro e amargo que me deixa em igual situação, praticamente intragável.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Pode ser que eu queira abrir os olhos para o mundo, tentar enxergar além dessas janelas que estão no "meu" espaço. Mas sabe, essas coisas desenrrolam lentamente, e qualquer tempo para mim, aparentemente, ficou escasso.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Consegue ver os tons de cinza? Acho que não. Talvez seja uma imagem que guardo em meus olhos desfocados para o mundo, para tudo. Talvez seja apenas o tempo... Em dias assim nem palavras jogadas ao nada mostram qualquer caminho, em sua maioria são incertas, incoerentes, e, quando não encontro o verdadeiro sentido fico com o incorreto, insisto. O que se tem a deixar para traz quando não se quer ter nada? Talvez, outra carga negativa, errada...

Agora, consegue ver os tons de cinza? Acho que não, já é de praxe, foi tudo em vão.