Te encontro e vejo as minhas armas caindo ao chão, e a calmaria arrastada se dissolve em desvaneios em minhas mãos, pois é, eu queria te roubar por um momento, jogar as minhas meias verdades no teu colo e me somar a você.
Até quem me vê olhando o nada sabe que estou vagando por um pedaço de lembrança retalhada, mas isso só eu sei, a lembrança que me vem é o teu sorriso, aquele mesmo falso, de quem sempre sabe o que dizer, e minha resposta é involuntária, me alegro, assim, só por alegrar, sem me importar se alguém vê ou desconfia.
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
As imagens se deformam, as cores se dissolvem, os sons ficam graves, e aí eu vejo; é a sua voz sussurando fatos de outrora, procurando uma perpétua atenção que frequentemente pertence aos seus silenciosos olhos castanhos.
As formas em seus lábios por vezes dançam em sua face, revelando algum fragmento, e fica assim, essa pequena fagulha momentânea é só sua, somente, eu sei; ainda tento surrupiar a sua essência, por que os lábios e seus contornos eu tenho guardados, quase uma imagem furtada e reproduzida em minha pele.
As formas em seus lábios por vezes dançam em sua face, revelando algum fragmento, e fica assim, essa pequena fagulha momentânea é só sua, somente, eu sei; ainda tento surrupiar a sua essência, por que os lábios e seus contornos eu tenho guardados, quase uma imagem furtada e reproduzida em minha pele.
Rascunho, só.
Vamos, aceite de braços estendidos outras e rejeite as minhas dores, fuja como quem o cinza fere os olhos, enxote as feridas mentais tingidas de cores tristes e embaladas por timbres deprimentes. Vê? Eu ainda tentei fugir de todos os espinhos que me cegaram.
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Estranho é ver quantas flores coloridas nascem em minha face quando você se faz, eu gostaria de arrancá-las, mas são tão belas, não consigo esmagar as tuas raízes, a fragilidade nelas contida me convence.
Sabe é estúpido ver como éramos completos antes do jardim, e nós poderíamos escolher permanecer assim, mas sabe, a gente nunca escolhe. Pior é ver como temos a capacidade de criar beleza em jardins repletos de ervas daninhas.
Sabe é estúpido ver como éramos completos antes do jardim, e nós poderíamos escolher permanecer assim, mas sabe, a gente nunca escolhe. Pior é ver como temos a capacidade de criar beleza em jardins repletos de ervas daninhas.
sábado, 30 de outubro de 2010
meu bem, por favor, coloque teus ouvidos próximos ao movimento de minha respiração, se apoie em mim e ouça o não bater de meu coração enferrujado, então coloque o dedo nessa cratera em meu peito- onde um dia houve algo a nomear, e eu até tentei ousar, mesmo conhecendo o final inevitável- conssegue sentir o vazio? Pois bem, acaricie meus cabelos, que entrelaçados em seus dedos tentam formar nós, em vão. Tente me abraçar e somente escute; não há mais nada. Minhas própias mãos não possuem forças para te segurar, meus própios pés não me obedecem, penso que ficarei por aqui, o contrário é muito trabalhoso, não tenho interesse.
terça-feira, 19 de outubro de 2010
A culpa não é sua, nem mesmo minha, foi apenas a roda gigante que deu algumas voltas e nós ficamos estagnados. Alguns chamam de tempo, e eu já ouvi falar, mas o que é isso?
Meus olhos transbordam lágrimas de poeira e esse ambiente saturado de insensatez continua a deteriorar minhas delicadas molduras e desfazer os meus "fortes" castelos de areia, enquanto me é roubado o pouco ar que resta em meus pulmões já cansados e fracos, assim como os meus pés que nem me sustentam mais. Só estou mais próxima de desabar.
Meus olhos transbordam lágrimas de poeira e esse ambiente saturado de insensatez continua a deteriorar minhas delicadas molduras e desfazer os meus "fortes" castelos de areia, enquanto me é roubado o pouco ar que resta em meus pulmões já cansados e fracos, assim como os meus pés que nem me sustentam mais. Só estou mais próxima de desabar.
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Agora só enxergo o cinza escuro que polui minha visão me privando de qualquer estilhaço de luz. Grades frias seguram os últimos resquícios de altruísmo, mesmo que ainda estejam aqui, não os encontro e nem quero os libertar. Por que esses vermes não podem simplismente acabar com todo esse atraso decadente, toda essa ignorância idolatrada? Ainda falo de minha existência, que era somente uma vivência simples, uma passagem...Não sei, eu nunca sei, só caio nas estradas (quase)sempre erradas.- Quem determina isso? Dane-se, não entendo, nunca.
quero mais um trago, mesmo que seja caro - eu sei já estou viciado - mesmo assim quero mais um vez ser o bêbado vagabundo e sem sentido, jogado a sorte, vivendo sem nenhum trocado, nenhum puto para outra dose reforçada de solidão. Naturalmente, o ácool que te afoga no esquecimento preenche os teus poros de um estranho entorpecente, disfarça as tuas mágoas manchando tuas águas, para logo depois te acertar um soco na cara te fazendo lembrar com mais pesar da realidade que julgavas ingrata.
domingo, 26 de setembro de 2010
E aí você chegou arrancando-me de um mundo inerte e a atirando-me no claro, onde só vejo fatos "errados" e certezas alteradas, me deixando instável, uma assassina para minhas próprias convicções, um ser egoísta desejando as tuas frases feitas, e mais ainda, depressiva por não ter espaço suficiente em meus pequenos braços para te ninar e te fazer esquecer desse mundo frio no qual estou fadada a vagar sempre, sem emoção, sem praticamente nada, nem um puto para outra garrafa de solidão, somente com a vaga lembrança das tuas feições estampadas no brilho do último copo pela metade; as coisas são assim afinal, nuas, cruéis e despidas de qualquer piedade.
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Como fui vaidosa em acreditar que eu conhecia as tuas pétalas macias que estavam tão bem escondidas. Assim como a inspiração, a algum tempo você não me visita, nem a lembrança- que em mim era quase tão viva e quente quanto a tua presença fria- permanece aqui. Fui obrigada a aprender a conviver com uma dor dilacerante, e a tua indiferença me deixou marcas.
Hoje após tanto tempo não me lembro sequer das sombras sussurantes, que em tantas ocasiões me trouxeram dores ácidas e lembranças amargas, não quero mais ver e temer teus profundos olhos escuros, e nem alimentar qualquer resquício de todo aquele desgosto que corroía pelas bordas o que um dia já foi uma grande ferida.
Hoje após tanto tempo não me lembro sequer das sombras sussurantes, que em tantas ocasiões me trouxeram dores ácidas e lembranças amargas, não quero mais ver e temer teus profundos olhos escuros, e nem alimentar qualquer resquício de todo aquele desgosto que corroía pelas bordas o que um dia já foi uma grande ferida.
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Não olharei o astro rei como antes, não verei mais teus fios bordarem em dourado a imensidão azul, e esse fato não está ligado a nenhuma ferida ou apreço, e sim ao descaso de tantos filhos e filhas que hoje te fazem derramar lágrimas escarlates, manchando de aparente beleza as tuas lentes da indiferença.
Como de costume, deixamos nossas marcas por onde passamos, e só enxergamos quando já estamos túrgidos de águas imundas. Só nos resta escolher, é nadar ou se afogar.
Como de costume, deixamos nossas marcas por onde passamos, e só enxergamos quando já estamos túrgidos de águas imundas. Só nos resta escolher, é nadar ou se afogar.
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Eu já estive completa, acho. A contemporaneidade me fez um reflexo e já não me pareço como antes, mas isso é melhor nem lembrar, já me acostumei com esse abraço triste, que aparentemente não vai me libertar.
Nas poucas vezes que algo mais alegre do que posso suportar tenta ultrapassar os meus muros do espaço vazio e me trazer fragmentos de outrora, insisto em me manter firme, em ser resistente, então os afasto imediatamente, e assim prossigo nesse círculo neutro...
O que permanece, mesmo que eu tenha me empenhado em evitar, são alguns poucos pedaços de um estado estilhaçado, mas disso eu não quero me lembrar, apenas tenho a leve impressão de que um dia já fui, só não sei quando, mas ainda sim sei que estive lá.
Nas poucas vezes que algo mais alegre do que posso suportar tenta ultrapassar os meus muros do espaço vazio e me trazer fragmentos de outrora, insisto em me manter firme, em ser resistente, então os afasto imediatamente, e assim prossigo nesse círculo neutro...
O que permanece, mesmo que eu tenha me empenhado em evitar, são alguns poucos pedaços de um estado estilhaçado, mas disso eu não quero me lembrar, apenas tenho a leve impressão de que um dia já fui, só não sei quando, mas ainda sim sei que estive lá.
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Teu silêncio me revela cores que por muitas vezes teus olhos traiçoeiros me encondem, as vezes até o teu não dizer demonstra coisas sem nexo, me deixando desarmada de toda aquela calmaria em que teus abraços momentaneamente me envolvem. O meu aconchego é afirmar e tentar mais do que qualquer um acreditar que eu não preciso de uma real proteção, quente, palpável, envolvente, mas eu me traio, pois nescesito disso tanto quanto quero os teus suspiros doentis aos meus ouvidos, me dizendo coisas simplismente por falar, mas já querendo dizer algo.
domingo, 22 de agosto de 2010
Elas sempre estão lá, lembranças e fatos isolados que são guardados e trancados a chave em meu mundo particular, e quando em tristeza profunda eu sangro e fico fraca, elas insistem em retornar a superfície e me assombrar, e é aí que me acabo, fico embriagada na nostalgia que preenche todos os meus poros. Isto já é um vício, minhas forças estão esgotadas e a tendência é declinar, me afogar em todo esse álcool puro e amargo que me deixa em igual situação, praticamente intragável.
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Consegue ver os tons de cinza? Acho que não. Talvez seja uma imagem que guardo em meus olhos desfocados para o mundo, para tudo. Talvez seja apenas o tempo... Em dias assim nem palavras jogadas ao nada mostram qualquer caminho, em sua maioria são incertas, incoerentes, e, quando não encontro o verdadeiro sentido fico com o incorreto, insisto. O que se tem a deixar para traz quando não se quer ter nada? Talvez, outra carga negativa, errada...
Agora, consegue ver os tons de cinza? Acho que não, já é de praxe, foi tudo em vão.
Agora, consegue ver os tons de cinza? Acho que não, já é de praxe, foi tudo em vão.
quarta-feira, 28 de julho de 2010
terça-feira, 20 de julho de 2010
sexta-feira, 16 de julho de 2010
terça-feira, 13 de julho de 2010
sábado, 3 de julho de 2010
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Todos nós achamos que seremos grandes e nos sentimos um pouco roubados quando nossas expectativas não são alcançadas.
Mas as vezes as nossas expectativas nos mostram que nos subestimamos.
As vezes, o esperado simplesmente parece pálido em comparação com o inesperado. Você passa a se perguntar porque se apegou a suas expectativas, porque o esperado é o que nos mantém firmes, de pé, tranquilos.
O esperado é somente o começo, o inesperado é o que muda nossas vidas.
Mas as vezes as nossas expectativas nos mostram que nos subestimamos.
As vezes, o esperado simplesmente parece pálido em comparação com o inesperado. Você passa a se perguntar porque se apegou a suas expectativas, porque o esperado é o que nos mantém firmes, de pé, tranquilos.
O esperado é somente o começo, o inesperado é o que muda nossas vidas.
quinta-feira, 24 de junho de 2010
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Divagando...
Depois do amadurecimento você se vê entre dois caminhos, o primeiro consiste em continuar com seus antigos valores e o segundo consiste em atirá-los em uma lata de lixo... E aí qual seria o caminho certo a seguir?
Pior é pensar que ao longo da vida as pessoas "amadurecem" várias vezes e mesmo assim existem aqueles que se prendem a "valores" do século dezenove..
.E ainda fica uma dúvida, o que você entende por amadurecimento?
Poderia ser uma nova maneira de enxergar as coisas, ou adaptar-se.
Pensamentos confusos, muitas vezes redundantes...
Pior é pensar que ao longo da vida as pessoas "amadurecem" várias vezes e mesmo assim existem aqueles que se prendem a "valores" do século dezenove..
.E ainda fica uma dúvida, o que você entende por amadurecimento?
Poderia ser uma nova maneira de enxergar as coisas, ou adaptar-se.
Pensamentos confusos, muitas vezes redundantes...
terça-feira, 15 de junho de 2010
quinta-feira, 10 de junho de 2010
quarta-feira, 9 de junho de 2010
segunda-feira, 7 de junho de 2010
domingo, 6 de junho de 2010
quinta-feira, 3 de junho de 2010
terça-feira, 1 de junho de 2010
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Ainda ontem estávamos na época dos aniverssários de quinze anos, amores intermináveis, cabelos longos, gritos e ações desejando uma tal liberdade.
Hoje defendemos oque pensamos e exigimos oque queremos... Os cabelos já não são mais compridos, estão curtos em sinal de mudança, e os amores... Concepções diferentes tomaram conta de nós, alguns se perguntam se estes sequer existiram, outros o procuram desesperadamente, e ainda outros simplismente o esperam...
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