terça-feira, 25 de janeiro de 2011
ah se eu soubece que esse teu açúcar me traria um amargo gosto de saudade... Ainda sim eu continuaria desenhando com as pontas dos dedos as linhas dos teus olhos, pra me perder na escuridão infinita desse abismo que é o meu sentir, e dessa vez é real, eu quase vejo a dor, posso saboreá-la toda vez que toco com a língua as lágrimas de sangue que teimam em percorrer as curvas do meu rosto, manchando também as minhas mãos com o desespero de querer fazer mais nós, que é pra não soltar, não mais.
domingo, 9 de janeiro de 2011
nos últimos tempos eu tenho desejado roubar esses teus fragmentos tortos para manchar de vermelho as minhas brancas e brandas palavras, essas que nunca se fizeram suficientes em meio aos sussuros doentis e desejos vicerais de tomar como meu o teu querer. Você fala comigo, sacana, e me engana, diz o que diz, quando quer dizer, e logo depois desmancha, você fica com seus valores vulgares e contraditórios como alguém que se agarra a uma corda fina, e fica assim, entre firmar os pés na fumaça ou se jogar por vontade própia de um precipício, só pra se ver cair, e sentir o quase tocar do vento durante o trajeto.
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o pensar em cair,
o sentir algo a mais que o nada,
e finalmente, queda, que parentemente, pra você, compensou pelo impacto.
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o pensar em cair,
o sentir algo a mais que o nada,
e finalmente, queda, que parentemente, pra você, compensou pelo impacto.
e nós sempre fazíamos isso de fugir subitamente, sem olhar para os lados, e assim, partindo em completo... Andando de rua em rua, chutando os montes de areia, trocando passos na companhia amarga da solidão, e pergunte se queríamos mais do que isso...? Só o silêncio vazio e sem respostas bastava, até o fatídico momento em que isso não mais se sustentou, e eu, apenas, me agarrava a um fio e me perguntava; "deus, como hei de me levantar?", agora tudo parece tão pesado, tão dependente, e eu continuo um inconsequente, na loucura desmedida de encontrar algo além de mim, mas acho que de qualquer maneira acabei mesmo é na loucura, na febre de passar logo os meus dias, os quais eu não encontrei nenhum sentido meramente vago.
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