quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

As imagens se deformam, as cores se dissolvem, os sons ficam graves, e aí eu vejo; é a sua voz sussurando fatos de outrora, procurando uma perpétua atenção que frequentemente pertence aos seus silenciosos olhos castanhos.
As formas em seus lábios por vezes dançam em sua face, revelando algum fragmento, e fica assim, essa pequena fagulha momentânea é só sua, somente, eu sei; ainda tento surrupiar a sua essência, por que os lábios e seus contornos eu tenho guardados, quase uma imagem furtada e reproduzida em minha pele.

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