terça-feira, 14 de setembro de 2010

Como fui vaidosa em acreditar que eu conhecia as tuas pétalas macias que estavam tão bem escondidas. Assim como a inspiração, a algum tempo você não me visita, nem a lembrança- que em mim era quase tão viva e quente quanto a tua presença fria- permanece aqui. Fui obrigada a aprender a conviver com uma dor dilacerante, e a tua indiferença me deixou marcas.
Hoje após tanto tempo não me lembro sequer das sombras sussurantes, que em tantas ocasiões me trouxeram dores ácidas e lembranças amargas, não quero mais ver e temer teus profundos olhos escuros, e nem alimentar qualquer resquício de todo aquele desgosto que corroía pelas bordas o que um dia já foi uma grande ferida.

Um comentário:

  1. Belo texto raissa, lendo tive a sensação de sentir o gosto dessas palavras. =)

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